Mais de 72 horas sem telefone nem internet: aldeias catalãs denunciam isolamento e exigem soluções

Última atualização: Julho 24, 2025
  • Povoados em Alt Urgell e Berguedà estão sem serviço de telefone ou internet da Telefónica há mais de três dias.
  • A interrupção afetou tanto telefones fixos quanto celulares, deixando centenas de assinantes sem comunicação.
  • O incidente foi causado por obras particulares que danificaram um cabo, mas moradores relatam incidentes recorrentes.
  • As prefeituras exigem soluções urgentes e sanções do Governo e da Telefónica para evitar situações semelhantes.

área sem cobertura ou conexão

O quotidiano de vários municípios catalães foi interrompida por uma interrupção prolongada nas comunicações que deixou centenas de moradores sem telefone ou acesso à internet, tanto fixa quanto móvel, por mais de 72 horas. Os municípios de Vansa i Fórnols e Josa i Tuixent, em Alt Urgell, juntamente com Gósol, na região vizinha de Berguedà, encontram-se em situação de isolamento total após uma nova interrupção no serviço da Telefónica, que, segundo os afetados, Não é um caso isolado.

De acordo com diferentes relatórios representantes locais e usuários afetados, apenas quem tinha acesso à internet com a operadora local Alt Urgell Fibra conseguiu se manter conectado. Os demais, incluindo serviços essenciais, Eles permaneceram incomunicáveis por três longos dias, até a tarde de ontem, quando a empresa restabeleceu gradativamente a conexão.

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Reclamações sobre cortes repetidos

O descontentamento entre moradores e autoridades municipais É palpável. O prefeito de Vansa i Fórnols, Josep Camps, não hesitou em descrever a situação como "inaceitável" e acusa a Telefónica e as autoridades de demonstrarem uma atitude de abandono. Os cortes, afirma ele, Eles se repetem em média entre 3 e 4 dias por mês, e a falta de soluções tem gerado descontentamento na população.

A prefeitura pede medidas estruturais urgentes para pôr fim ao que considera um problema crônico. Entre as principais solicitações, destaca a reivindicação de que o Governo imponha, por meio de decreto-lei, sanções econômicas diárias às empresas que não garantirem o serviço, a fim de forçar uma melhora real na conectividade na área.

Incidente e causas do apagão de 72 horas

A Telefónica atribuiu a origem do problema a um corte de cabo ocorrido durante obras de construção em uma propriedade privada em CardonaSegundo a empresa, o acesso dos técnicos para o reparo da falha foi bloqueado até que fosse obtida a autorização de entrada no imóvel, o que atrasou a intervenção. Somente na manhã do terceiro dia as equipes conseguiram trabalhar e restabelecer o serviço aos clientes afetados.

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Em todos os momentos, segundo a versão da empresa, Houve comunicação direta com a prefeitura para informar sobre o desenvolvimento do incidente e a previsão de recuperação, embora as autoridades locais considerem a resposta insuficiente, pois as avarias são muito frequentes e deixam a população em sério risco.

Impacto na segurança e na vida diária

Isolamento digital por mais de 72 horas causou considerável preocupação entre os habitantes, especialmente porque ocorreu durante a vigência de um plano de prevenção de incêndios. A Câmara Municipal alerta que, em caso de qualquer emergência, seja de saúde ou de incêndio, a incapacidade de alertar os serviços de emergência Representa um risco inaceitável para todos os residentes.

A situação mostra a fragilidade das infraestruturas de comunicação Nas áreas rurais, onde a falta de investimentos e alternativas faz com que as interrupções tenham um impacto muito maior do que nas áreas urbanas, os afetados reiteram a urgência de garantir serviços mínimos de comunicação e apelam às autoridades superiores para que atuem com rapidez e firmeza para que incidentes como este não se repitam.

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Viver mais de três dias sem acesso à informação, sem possibilidade de comunicar aos familiares, às autoridades ou aos profissionais de saúde, e completamente desconectado do resto do mundo, é uma situação que os moradores consideram inaceitável no século XXI.